Meu livro!

Seu pior grito de alerta. Ninguém vem realmente pelo grito em si, mas pela curiosidade de...Será que morres por mim? Um livro faz grande questão de ver alguém morrer por ele. Insano livro. Sádico. Desrespeitoso. Mentiroso livro. E olha  que pensaram em o levar eternamente na árvore genealógica, bom livro, melhor, compartilhariam-no com teus amigos, com estranhos, com todos que não te compreendiam. Seria libertador.

Dizias...Leia este livro, leia o quarto capítulo, o penúltimo e último, apenas se não gostar, mas se gostar leia tudo. Vá a merda porque é uma bosta de livro.

Vá a merda porque tem gente que quer copiar ele. Viver as mesmas histórias, blé. Só que desconfiam que nem todos sabiam ler de verdade, as entrelinhas, o verso implícito. O livro de bom aumenta o respeito pelas pessoas até quando elas nos querem longe e sabem fazer isso.

Às vezes você acha que vai mudar alguém com teu livro, com teu grito de alerta: meu livro!

Ah, tenha dó.

Se teu grito  tivesse sido sincero teria ido a merda junto do livro e dito o que pensava naturalmente, que só queria o livro e que iria onde fosse para tê-lo de volta, de volta sua autonomia, sua autonomia de volta.

É eu sei não te entregaram. Te deram motivos para não querer revê-lo nunca mais. Afinal é de uma autora iniciante que você comprou para se incentivar a sentir muita vergonha de pedir teu livro como um grito de alerta.






 

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