Uma peça.
Torcíamos
pelo lado burlesco vencer porque ele era bonito, jogava bem e fazia de tudo o
que a sociedade queria ver. Não cismava com nada mesmo. Era o ás da aceitação.
Até no tabuleiro boboca ele quis jogar. Ele jogou no campo, na rua, com areia
também e acertou todos com a cara de quem nasceu de bunda para lua. Sustentou
por meses os seus sonhos de meia-noite e meia em meio a tanto glamour dos o quê?
Os o quê que os outros pagavam e babavam no seu miúdo mundo e nunca teriam. É,
e era ele o cara, o chefe, a mina, o lampião, a retórica. Estava em todo lugar
nos arredores num longe daqui a ponto de estar mais perto em formato 90x60 no
quadro do quarto.
Morava
longe. Se bem que foi meu amigo e estava do lado aqui do peito que fica perto
do incurável, impossível, irresistível, unificado, bem, amado. Um lugar vazio
reservado para as coisas de cura possível resistente a todos os males
indesejados. Eu o deixei guardado, só pra ver sua reação ao ficar de molho. Fiz
um teste a minha lealdade e aos refinados conceitos de bondade miseráveis. Eis
o que fiz: o matei pra seguir em frente. Afinal há outros querendo brotar
daquele lado que você sabe... Ficou despetalado. Aliás, era apenas um pateta
desajeitado, meu apelido, meu alter ego, mais um ideal acabrunhado.
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