Às doze.

Foi de alguma coisa feita a doce
O um e o dois O dois e o sete O nove Todos feitos por volta de cinco mil a.C De dezesseis dias O décimo quinto desconhecia a palavra Milhares de livros e não existia uma só Pois só voltaria às doze Divididas em vinte quatro horas A letras extasiadas O sono insone Crê Suporta confiar Observando o movimento da sombra provocada pelo sol Os números As horas As Letras Se moviam para encontrar Sem projetar sombras para os lados Do vento De tempos Das asas que fazem voar Longe do tempo De fúria, de ira, de medo Muito distante das pedras Jogadas Amontoadas Preparadas para machucar Descobriram que havia um momento que a estrela ficava a pino no céu A nos levar Para minar Cheia de dengo, a meigar Simples. Pontualidade histórica Para entregar. Na hora certa. Sem desespero O amor que não se cansa de esperar.

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