Desmiolada 4 e 5.

Desmiolada 4.

Desmiolada eu? Eu tô é de saco cheio. Não aguento mais. Suas convicções, taras, manias? Respeito.  Mas a minha descrença, decência e afastamento.  Você recrimina e faz chacota. E olha lá, que tentei ser a pessoa mais adequada possível para o público circense me aplaudir. É mais conveniente ser mais rígida em minha beatitude para a bulha ser mais frouxa. Não te acuso de desmoralizador/ora, nicolaíta ou sodômico/a. Fico só pensando sou moralista ou não? Conviver com pessoas adultas, ao menos no meu ciclo social, de casa ao trabalho, todo aquele trajeto desencantado (há exceções), pra mim tem sido como ouvir funk brutaria e eu não gosto do funk de mulher que dança em cabaré.  Isso porque fui a favor da liberdade sexual, ora, cada um com a sua. No entanto algumas pessoas acham que se você é coerente dá o direito de descerem até o chão com o seu acanho. Ou seja, eu quis dizer, pega geral, mas não me conte os detalhes. Na real, não quero saber da ‘orgia’ que você participa para se sentir uma pessoa normal. E de preferência discordo da opinião de que o mundo está perdido.

Desmiolada 5.


A, pois, mas a Desmiolada aqui é você. Estamos de saco cheio também e não agüentamos mais a sua esperança crônica no amanhã.  Por que você não se ajeita com a vida e a encara de pé? Divirta-se, namore,  faça muito amor, sinta prazer. Entenda bem, você não vai melhorar o que já está perdido. Eu faço o que desejo e exploda-se o mundo. Essa tua arcaica honestidade consigo, ó santa castidade, não me engana.

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